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14 Nov

Como escolhemos o que colocamos no prato?

Alguns caminhos para refletir

A culinária brasileira é composta por muitos sabores. Essa diversidade reflete nossa origem indígena, africana e portuguesa. O quiabo e o dendê foram trazidos ao Brasil pelos negros escravizados, os portugueses trouxeram a cebola, o inhame, a manga e muitos temperos, já a mandioca, macaxeira ou aipim, cultivados e consumidos pelos indígenas daqui, são alimentos tipicamente brasileiros.

Como escolhemos o que colocamos no prato?

É claro que outros fatores contribuem para a escolha do que colocamos no prato. Portanto ela não é só individual, depende também de aspectos econômicos, sociais e culturais. Por exemplo: o lugar em que vivemos influencia nossos hábitos alimentares, bem como os modos de preparo e as formas de comer (com ou sem talheres, sentados no chão ou à mesa). Tudo isso faz parte de processos históricos, já que a cultura é transmitida de geração em geração. Como as culturas são dinâmicas, esses processos estão em constantes transformações.

Nossa relação com a comida também é afetiva. Quem não se lembra de um prato ou sobremesa da infância que remeta ainda hoje a boas lembranças?

Outro ponto importante que interfere na alimentação da população diz respeito à produção e distribuição dos insumos, ou seja, às condições climáticas e do solo, e à presença ou carência de feiras e mercados locais.

A demanda por alimentos mais saudáveis e nutritivos também está relacionada com questões econômicas e educativas. Por isso é tão necessário que sejam realizados programas e políticas de saúde, voltados à informação e ao acesso dos alimentos ‘in natura’ e pouco processados de origem vegetal (como leguminosas, hortaliças e verduras).

Alimentação saudável: um direito de todos

A alimentação saudável é um direito! Assim é preciso haver um esforço conjunto entre governos, instituições de pesquisa, terceiro setor e órgãos afins para democratizar o acesso tanto à informação quanto ao consumo desses alimentos por toda a população.

Atualmente muitas pessoas optam por comidas ultraprocessadas por falta de tempo e pela correria do dia a dia. 

Entenda mais sobre alimentos ultraprocessados no vídeo abaixo!

 

Porém, a ingestão de alimentos saudáveis diminui a ocorrência de doenças cardíacas, diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer. Se “a saúde começa no prato” e se “você é o que você come”, vale a pena investir um pouco mais em opções nutritivas e menos calóricas, não é?

O GRÃO DE MARIA nasceu com o compromisso de oferecer produtos orgânicos, sem glúten e sem lactose, para deixar sua alimentação mais saudável e saborosa! E agora trará semanalmente informações e conteúdo sobre alimentação, saúde e bem estar!

 

Fontes de pesquisa:

  •      Gil, Bela. Bela Cozinha: Ingredientes do Brasil. São Paulo: Globo Estilo, 2016.

 

  •    Guia Alimentar para a População Brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf (Acesso em: 15/10/18).

 

  •     Carvalho, Rodrigo Cotrim de. Narrativas gastronômicas peruanas: mercados consumidores, estratégias de distinção e lutas políticas. Niterói: Universidade Federal Fluminense, 2017 (dissertação de mestrado Ppcult/UFF). Disponível em: https://docs.wixstatic.com/ugd/bba3f8_fab1659a28c344b198f640dcbddac457.pdf (Acesso em: 15/10/18).
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Juliana Veiga

É produtora cultural e pesquisadora, com mestrado em Cultura e Territorialidades pela UFF. Cultiva temperos orgânicos em casa, ama bichos, faz reiki, é adepta do uso de florais e tem interesse no que torna a vida mais leve e saudável.

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Comentários

  • Giselle Tavares
    Giselle Tavares
    Muito esclarecedor!!
    ★☆☆☆☆DIA 15.11.18 10h58RESPONDER
    Larissa Vespasiano
    Enviando Comentário
    • Larissa Vespasiano
      Larissa Vespasiano

      Que bom que gostou!! ;*

      ★★★★★DIA 16.11.18 16h03RESPONDER
      N/A
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